‘Todo início é difícil’

abril 10, 2026

Zé Ramalho prestigia show da filha no Rio de Janeiro e fala das dificuldades galgadas no início da sua trajetória

Reza o ditado que filha de peixe, peixinho é. E, no caso de Linda Ramalho, ela é um peixão – e teve a quem puxar. A cantora e compositora estreou, na noite da última quinta-feira (09), o show calcado em seu mais novo projeto, “Linda Ramalho ao vivo”, recém-chegado às plataformas.

E o pai da artista, Zé Ramalho, esteve no Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, para prestigiar a filhota, a quem ainda não havia assistido ao vivo. Linda incluiu no roteiro, entre temas autorais, versões roqueiras para clássicos do mestre como “Vila do Sossego” e “Chão de giz”.

— Há muito tempo que a Linda vem ensaiando. Ela se preparou muito para esse momento. Todo início de carreira é muito difícil, e vejo que minha filha teve um início muito bem plantado, com uma banda muito afiada – elogiou o pai sem disfarçar o orgulho: — Quero que a Linda tenha felicidade, inspiração e muito mais rock n’roll!

O compositor lembrou ainda as agruras enfrentadas até consolidar-se na carreira. E as recordações do artista foram longe: mais exatamente ao antigo Teatro Tereza Raquel, onde, em fins dos anos 1980, ele lançou seu primeiro LP solo, “Avohai”:

— Eu me lembro que, quando lancei meu primeiro disco no antigo Tereza Rachel (atual Teatro Claro Mais), tinha muito pouca gente no teatro. Os cariocas estavam mais ligados em outro tipo de som. Tive muita dificuldade para conquistar o público do Rio.

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