A experiência de viver entre dois universos está no centro de “Surda”. A obra da dramaturga Julia Spadaccini — que chegou ao teatro e agora às livrarias — transforma uma vivência pessoal em reflexão sobre identidade, comunicação e pertencimento. A narrativa parte de uma mudança que atravessou a vida da autora e propõe um olhar para uma realidade ainda pouco compreendida por quem nunca precisou reaprender a ouvir o mundo.
O lançamento aconteceu na última quarta-feira (04), na Livraria da Travessa de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, e reuniu convidados como Regina Casé, Mateus Solano, Flora Gil e Maria Eduarda de Carvalho. Benedita Casé Zerbini, que estreou no teatro com o texto de “Surda” e assina a orelha do livro, também prestigiou o encontro.
Aos 19 anos, Julia começou a perder a audição progressivamente até chegar à surdez profunda. É desse percurso que nasce a peça, sem recorrer a uma narrativa de tragédia ou superação. Em vez disso, a dramaturga investiga as transformações provocadas pela deficiência e questiona os limites que a sociedade impõe a quem não se encaixa nos padrões estabelecidos.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Victor Chapetta / Brazil News (imagens)










