Guilherme Arantes, que completa 50 anos de carreira em 2026, será homenageado com a Medalha UBC. A distinção foi criada pela União Brasileira de Compositores para reconhecer grandes nomes da música brasileira. A entrega acontecerá no dia 07 de abril, em evento para convidados no Cantaloup Living Room, em São Paulo.
Esta será a terceira edição da honraria, que já premiou Luiz Caldas, em 2025, e Fausto Nilo, em 2024. A cerimônia contará com um pocket show em tributo ao artista, com releituras de suas canções por nomes como Vanessa Moreno, Fernanda Takai, Jonathan Ferr e Tiê, acompanhados pelo pianista franco-brasileiro Aymeric.
— A medalha da UBC é um presente muito querido e afetivo, de parte da minha, da nossa família de autores e compositores, uma família que me orgulha muito pertencer. Digo sempre que minha profissão de compositor é a grande bênção que faz eu me sentir especial neste mundo, no meio de tantos autores luminares de canções, meus colegas, meus grandes ídolos e exemplos de integridade, de arte e beleza eternas — declara Guilherme.
Com 27 álbuns lançados e cerca de 400 composições no repertório, o cantor, compositor e pianista construiu uma obra marcada por melodias sofisticadas e forte presença do piano. Clássicos como “Planeta Água”, “Amanhã”, “Cheia de charme” e “Meu mundo e nada mais” atravessaram gerações e seguem presentes na cultura popular brasileira.
Nascido em São Paulo, Arantes iniciou sua trajetória nos anos 1970, após passagem pela banda Moto Perpétuo, e rapidamente se firmou como um dos principais nomes da música popular brasileira. Ao longo das décadas, suas composições foram regravadas por artistas como Maria Bethânia, Simone, Fábio Jr., Leila Pinheiro e Roupa Nova, consolidando um legado que segue em movimento.
— Guilherme é um artesão raro de sonoridades que abraçam e mobilizam sentimentos da melhor tradição e tradução da música brasileira. Para a UBC é uma honra reconhecer o legado deste músico e artista gigante, muitas vezes inviabilizado por modismos e monopólios que não refletem completamente a diversidade e potencialidade de nossa música — afirma Marcelo Castello Branco, diretor executivo da entidade.
Crédito da imagem: Leo Aversa





