Ele é um patrimônio da Cultura brasileira como um todo e, do cinema, em especial. E merece, por esses dois motivos, todas as homenagens possíveis. E uma delas está em curso no Rio de Janeiro. Antonio Pitanga tem sua contribuição para o cinema exibida nesta que a primeira grande retrospectiva da carreira do ator e diretor brasileiro.
A “Mostra Pitanga” reúne 38 produções, entre longas, curtas e média-metragens selecionados pela atriz Camila Pitanga, sua filha, que divide a curadoria com Thiago Ortman. O panorama ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) ao longo de quatro semanas e na sua abertura, na noite da última segunda-feira (1º de junho), reuniu personalidades como a atriz Marieta Severo e a jornalista Maju Coutinho.
Outro nome presente foi o da editora Isabel Diegues, filha de Nara Leão (1942-1989) e de Cacá Diegues (1940-2025), diretor de obras-primas estreladas por Pitanga como “Ganga Zumba” (1963), “A grande cidade” (1966) e “Quilombo”(1984), três dos títulos selecionados para a mostra.
— “Meu pai é um ator contemporâneo e um pilar do cinema brasileiro. Ele tem essa vivência de tradição e de um cinema disruptivo, um cinema de invenção, e vem acompanhando a nossa história – pontua Camila, que esteve na abertura acompanhada pelo irmão, o também ator Rocco Pitanga. — Nossa intenção foi fazer essa ponte entre esse legado que se inaugura no Cinema Novo e o hoje, criando um diálogo também com a cinematografia contemporânea – corrobora a atriz e curadora.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Leo Marinho (Imagens)









