
Reza o ditado que o fruto não cai longe do pé. E Vannick Belchior deu uma prova disso a uma plateia seleta em São Paulo. Filha do cantor e compositor Belchior (1946-2017), ela mostrou que quem sai aos seus não degenera em show no Fino da Bossa, o clube de jazz na Faria Lima que caiu nas graças dos apreciadores de música. A apresentação marcou o primeiro aniversário do patrocínio firmado entre o BDO e o Teatro Jaraguá, que traz na fachada o nome BDO Jaraguá.
O evento foi prestigiado por nomes das artes e da política, reunidos ali pelo casal de promoters e empresários Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho. Entre as presenças, o deputado estadual Eduardo Suplicy, acompanhado pela mulher, Mônica Dalari; a jornalista Soninha Francini e o estilista Amir Slama.
Raul Corrêa da Silva, CEO da BDO, ajudava a fazer as honras, juntamente com Darson Antunes, que, como realizador e ativista da Cultura, está por trás da revitalização e da reabertura de importantes teatros na capital paulistana.
E não somente de música foi pautada a noite. O evento marcou também a abertura da charutaria da casa e, antes da apresentação, o público contemplou, na galeria que há no local, a exposição de Vera Havir. Presente ao evento, a artista visual foi cumulada por elogios – e eles não foram poucos – às suas telas.
E o embevecimento deu lugar ao enternecimento quando Vannick soltou a voz. A escolha da cantora, que viera especialmente de Fortaleza (CE), não foi aleatória. O pai da artista e Raul Corrêa da Silva eram amigos, e calhou de Belchior cantar em eventos do empresário, como em alguns dos seus aniversários.
Se o fruto não cai longe da árvore, algumas amizades são como os legados de certos artistas: não morrem. E Corrêa da Silva deu uma demonstração disso.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Giovanni Albino (imagens)
















