“Meu nome é Ricardo Teodoro e não me entrego, não’. Foi dessa forma contundente que Ricardo Teodoro arrematou seu discurso de agradecimento no Prêmio Grande Otelo de Cinema. A estatueta (mais uma!),na categoria Ator Coadjuvante, foi conquistada por seu desempenho em “Baby”, de Marcelo Caetano.
A fala do ator alude a um de nossos mais importantes atores. E, mais exatamente, ao momento final do solo “Não me entrego, não”, com que Othon Bastos lota, do alto de seus 92 anos, teatros pelo país.
– Venho do teatro, e o Othon é uma referência para mim – comentou com NEW MAG o ator, que arranca suspiros dos públicos feminino e LGBTQIA+ como Olavo, o fotógrafo comparsa de César Ribeiro (Cauã Reymond) no remake de “Vale Tudo”.
Othon construiu sua carreira nos palcos, é vero, mas foi na telona onde ele eternizou sua arte e influenciou levas de atores brasileiros com seu talento. Com uma agenda intensa de gravações da novela, Teodoro não descuida do lado cinéfilo. E celebrou o fato de “Malu”, de Pedro Freire, ter sido agraciado em duas categorias na premiação:
– “Malu” e “Oeste outra vez” (de Érico Rassi) são grandes filmes, assim como o documentário sobre o Grande Otelo – celebra o ator, reforçando o coro dos contentes em torno do longa mais premiado da noite: – E incluo na lista “Ainda estou aqui”. É uma unanimidade, eu sei, mas seria injusto não citá-lo.
E nenhum de nós vai discordar, não é mesmo?
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Roberto Filho (imagem)





