‘Os preparativos são os mesmos’

fevereiro 21, 2026

Ney Matogrosso revela os cuidados com a voz e com o corpo para o desfile da Imperatriz, que volta à avenida na noite das Campeãs

No dia a dia, ele é reservado. E, com isso, preserva sua vida pessoal como raros artistas nesses tempos em que a gula das redes sociais é insaciável. Já o palco é seu habitat natural. Ali, ele reina soberano, catalisando as atenções. E isso se dá há pouco mais de cinco décadas de uma carreira exemplar. Chamado eventualmente de “Vira-lata de raça”, Ney Matogrosso é, aos 84anos, um gato de rara estirpe – e tem, portanto, sete vidas.

Essas vidas (ou parte delas) serão novamente cantadas, na noite deste sábado (21), na Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro. Sim, porque quando soarem os primeiros acordes de “Camaleônico”, samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, sua letra será cantada a plenos pulmões pelo público. E a reação não será em nada diferente ao que acontece nos shows de Ney, que estará novamente no último carro da escola, a segunda  entre as seis escolas campeãs que riscam novamente a avenida.

E NEW MAG ouviu o homenageado a respeito dos cuidados que ele tomará para encarar novamente a função. Afinal, a mágica não se dá somente ao longo do trajeto, mas envolve toda uma preparação dias antes de Ney chegar à concentração e subir no carro que o levará pela passarela do samba.

– Os preparativos são os mesmos de um show – atesta o cantor quando perguntado se há diferenças entre a preparação para o palco e a da avenida. Se na cena, Ney tem sua voz amplificada pelo microfone, na avenida, em meio a multidão, sua voz será ouvida por ele somente. Ele, então, entrega um segredo:

– Temos de cantar o samba ao longo do trajeto e, quanto a ficar rouco, não tenho essa preocupação. Não canto na garganta, mas boto tudo no nariz. Assim, é mais difícil de ficar rouco ou afônico.

Uma vez que a voz estará resguardada, o corpo precisará estar tonificado, uma vez que Ney estará de pé no alto do carro. Quanto a isso, ele revela nenhum cuidado a mais do que já tem diariamente.

– Com o corpo é a minha ginástica de sempre. Ela não é pesada, mas também não é levinha, e eu a faço diariamente – arremata o cantor.

Levinha também não será a emoção que tomará o público. E Ney é danado em fazê-la aflorar.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reprodução/instagram (imagem)

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