‘Mulheres não param de morrer’

agosto 20, 2025

Malu Galli brilha na TV e fala do seu aguardado trabalho no cinema, no qual sua personagem é vítima de violência doméstica

Malu Galli é uma atriz que sabe, como poucas, valorizar delicadezas. E uma prova disso pode ser constatada em “Vale Tudo”. Tia Celina tem deixado o recato de lado quando se trata de defender os sobrinhos Heleninha (Paolla Oliveira) e Afonso (Humberto Carrão). A irmã da famigerada Odete Roitman (Débora Bloch) redobrou as atenções sobre Maria de Fátima (Bella Campos), e os embates entre elas mostram o quão Malu é precisa – e preciosa – naquilo que faz.

A atriz aproveitou uma brecha nas gravações do folhetim para prestigiar o Festival de Gramado, onde promoveu um filme no qual  mostra, mais uma vez, seu rico arsenal de facetas. O filme em questão é “Querido mundo”, adaptação da peça teatral de Miguel Falabella e levada pelo próprio autor e diretor à telona, aonde chega para valer somente em 2026.

Em sua meteórica passagem pelo festival (“A rotina de gravações anda intensa nessas últimas semanas”), Malu falou com NEW MAG sobre violência contra a mulher, tema relacionado à sua personagem no filme, do qual é protagonista juntamente com Eduardo Moscovis e no qual volta a  contracenar com Marcelo Novaes.

– É importante tocar nesse assunto (violência doméstica) num país onde as mulheres não param de apanhar e de morrer. É necessário acabar com essa apatia que paira sobre a sociedade. Essa questão não pode ser banalizada – protesta a atriz,intérprete de tipos memoráveis na TV e no teatro.

No longa, Malu é Elisa, uma mulher às voltas com o visível desgaste da relação amorosa com o marido, interpretado por Novaes, com quem a atriz repete agora na telona a bem-sucedida parceria conhecida pelo público na TV.

– É a terceira parceria que faço com o Marcelo Novaes, depois de duas novelas. E a gente tem muita troca – incensa a intérprete, distribuindo também os confetes para Falabella, apontado por ela como único naquilo que realiza: – Miguel é um grande autor, com um universo autoral reconhecível e próprio dele.

E Malu é uma atriz à altura do seu diretor e dos colegas de set. E não há a menor dúvida quanto a isso.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) com a colaboração de Rodrigo Fonseca, enviado especial ao Festival de Gramado, e reprodução (imagem)

 

 

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