Ainda que comumente associado a São Paulo, muito em razão de pertencer ao grupo inaugural do Modernismo no Brasil, Mário de Andrade (1893-1945) viveu uma temporada no Rio de Janeiro. Mais exatamente no Edifício Minas Gerais, na Rua Santo Amaro, na divisa entre Glória e Catete. Pois o grande escritor será imortalizado em um mural no Centro do Rio, região cuja vida cultural ele conheceu bem.
A intervenção é a 81ª produzida pelo coletivo NegroMuro e vai decorar uma parede do Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia. Sua criação acontece dentro do ARUA Summit, que agita a cidade até o dia 26 deste mês, promovendo a instalação de outros murais em pontos como a Praça Tiradentes e a região do Valongo, na Pequena África.
No caso do painel de Mário, uma de suas inspirações é o poema “Carnaval Carioca”, escrito em 1923 e publicado originalmente no livro “Clã do jabuti”, lançado quatro anos depois. Tanto que a imagem (foto abaixo) traz referências ao Carnaval de rua e aos Capoeiras que, travestidos de baianas, defendiam os foliões da repressão policial. Vem daí a expressão “rodar a baiana”, aliás.
Estudioso que era da nossa Cultura – e da nossa brasilidade –, o escritor passou também temporadas em Minas Gerais, entre 1919 e 1924, e, em 1927, foi à Amazônia numa expedição cujas anotações serviram de base a clássicos como “Macunaíma”, de 1928.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (home) e NegroMuro (pauta)






