‘Me marcou muito’

julho 23, 2025

Editor da biografia de Preta Gil, Guilherme Samora relata episódio impressionante ocorrido na reta final da preparação do livro

“Os primeiros 50”, autobiografia de Preta Gil lançada pela Globo Livros, estava escrita e, com o livro prestes a ir para a gráfica, Guilherme Samora, responsável pela edição, sentiu que ainda faltava algo. E perguntou à artista,que morreu no último domingo (20), se ela gostaria de fazer uma dedicatória a alguém, praxe muito comum entre autores.

– Ela me respondeu que sim e que iria pensar – lembra Samora na tarde desta quarta-feira (23), em depoimento ao NEW MAG, acrescentando um fato que o comoveu: – Entramos naquela fase final, que inclui aprovação de capa e retoques aqui e ali. Um dia, ela me ligou para dizer que gostaria que eu escrevesse a orelha. Agradeci e topei a missão.

No mesmo telefonema, Preta demonstrou também que não havia se esquecido da pergunta feita pelo amigo, como ele relata:

– Antes de desligar, Preta disse que já tinha a dedicatória. “Vou te mandar por e-mail”, encerrou ela.  E me marcou muito quando li o que Preta havia me enviado…

E o último texto elaborado pela artista para a edição reza assim:

“Dedico este livro a Sol de Maria pois sei que, quando crescer, escutará muitas histórias a meu respeito. Algumas serão mentirosas, outras não. Aqui, eu tenho a chance de contar para ela a minha verdade (e para quem mais vier: meus bisnetos, sobrinhos…)”.

– O processo todo do livro, que durou anos, foi marcado por diversos momentos muito importantes e que levarei pra sempre comigo – arremata Samora.

E como reza aquela canção de Caetano Veloso, “a letra dos livros voa”. E voa mesmo. Em se tratando de Preta Gil, ela fulgura radiante.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reproduções (imagens)

Samora e Preta no lançamento em São Paulo de “Os primeiros 50” (Globo Livros)

 

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