Antonio Banderas construiu uma carreira que atravessa fronteiras — e também estereótipos. Em entrevista, o ator revelou que no início de sua trajetória em Hollywood ouviu um alerta direto: por ser espanhol, estaria destinado a interpretar vilões.
A percepção, segundo ele, refletia uma visão limitada da indústria naquele momento.
— Eles me disseram: você está aqui, assim como os negros e os hispânicos, para interpretar os vilões — contou.
Apesar da desconfiança inicial, o artista rapidamente encontrou espaço em produções de destaque nos anos 1990, como “Filadélfia” e “Entrevista com o vampiro”. Mas foi com “A máscara do Zorro” que o jogo virou de vez.
— O problema é que, alguns anos depois, eu estava com máscara, chapéu, espada e capa, e o vilão era o Capitão Love, que era loiro e tinha olhos azuis — lembrou, em tom irônico.
O sucesso do personagem garantiu uma continuação em “A lenda do Zorro” e consolidou o ator como protagonista em grandes produções.
Outro ponto de virada veio no universo da animação. Ao dar voz ao carismático Gato de Botas, apresentado em “Shrek 2”, Banderas encontrou uma nova forma de representação.
— Ainda mais importante é o Gato de Botas, porque é voltado para crianças. Elas veem um gato que tem um sotaque espanhol, e ele é um mocinho — destacou o ator, que também voz ao personagem em “Shrek Terceiro”, “Shrek para sempre”, “Gato de Botas” e “Gato de Botas 2: O último pedido”.
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