Diogo Vilela não é um, mas muitos. No palco, seu habitat mais que natural, ele imortalizou tipos inesquecíveis que vão desde o Harold de “Ensina-me a viver” ao Popschrin de “Diário de um louco”, passando por personagens reais como os cantores Nelson Gonçalves (1919-1998) e Cauby Peixoto (1931-2016). Recentemente, o ator personificou Odorico Paraguaçu, o político inescrupuloso de “O Bem Amado”, de Dias Gomes (1922-1999), em mais um desempenho magistral.
Diogo pode voltar aos palcos com um texto de outro dos mais importantes dramaturgos do nosso teatro. O ator planeja encenar “A mulher sem pecado”, de Nelson Rodrigues (1912-1980). O projeto está em fase de captação de patrocínio e não há ainda, por isso, previsão de quando os ensaios vão começar.
Uma coisa é certa: a direção será de Marcus Alvisi, com quem Diogo retoma parceria que rendeu espetáculos memoráveis como “Solidão, a comédia”, de Vicente Pereira (1949-1993), e a supracitada “O Bem Amado”. O novo projeto tem para o ator um significado especial uma vez que marcará a sua primeira incursão teatral numa obra de Nelson, autor que está entre seus favoritos.
— Não tive ainda oportunidade de fazer algo do Nelson no teatro e estou muito entusiasmado com essa possibilidade – comenta o ator revelando ainda um xodó pelo texto em questão: — “A mulher sem pecado” é o primeiro texto do Nelson e essa peça em especial me encanta há muito tempo.
E, em se tratando de Diogo Vilela, podemos esperar algo magistral.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagem)





