‘Energia que não cabe na partitura’

junho 1, 2026

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto lançam primeiro álbum juntos após sucesso de apresentações pelo país

O encontro dos tambores de Carlinhos Brown com os arranjos da Orquestra Ouro Preto faz sucesso por onde passa e, não à toa, virou álbum. Os artistas vão lançar “Afrossinfonicidade”, gravado ao vivo na Concha Acústica de Salvador, transformando em registro uma parceria que conquistou plateias em diferentes cidades do país.

O projeto será dividido em dois volumes, com lançamentos marcados para a próxima sexta (05) e para o dia 26 deste mês. Gravado diante do público baiano, o trabalho reúne releituras de diferentes fases da trajetória de Brown, em arranjos assinados por Paulo Malheiros e sob regência do maestro Rodrigo Toffolo.

Entre os destaques do primeiro volume, “Frases ventias”, canção do álbum “Alfagamabetizado”, que completa 30 anos de lançamento em 2026. Também aparecem novas versões para músicas como “Dois grudados”, “Argila”, “Ocaso”, “Segue o seco” e “Muito obrigado axé”.

— “Afrossinfonicidade” é um encontro de linguagens que sempre estiveram destinadas a caminhar juntas. O tambor já nasce sinfônico porque organiza pessoas, emoções e memórias. Quando a Orquestra Ouro Preto abraça essa pulsação, nasce uma música que celebra o Brasil em toda a sua grandeza — afirma Brown, que começou a parceria com a orquestra em 2024, em concerto na Avenida Paulista, em São Paulo.

Já o segundo volume mergulha em composições criadas por Brown ao lado dos Tribalistas, com releituras de “Vilarejo”, “Velha Infância” e “Já sei namorar”, além de sucessos como “A namorada” e “Amor I Love You”. O lançamento será acompanhado pelo registro audiovisual completo do espetáculo gravado em Salvador.

— Gravar esse trabalho ao vivo era fundamental, porque existe uma energia acontecendo ali que não cabe apenas na partitura ou no estúdio. O público canta, responde, vibra. O projeto nasceu para ser vivido de forma coletiva — completa o artista.

Para Rodrigo Toffolo, o álbum também reflete a conexão cultural entre dois territórios fundamentais da história brasileira.

— O álbum retrata um encontro profundamente ligado às relações culturais entre Ouro Preto e Salvador, duas cidades fundamentais na formação do Brasil e carregadas de identidade e brasilidade. Quando as cordas da Orquestra Ouro Preto se encontram com a percussão e a força criativa de Brown, criamos uma experiência musical singular, potente e surpreendente — destaca o maestro.

Créditos das imagens: Lucas Leawry

Rodrigo Toffolo, maestro da Orquestra Ouro Preto

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