Ela é comumente apontada como uma importante expoente da Época de Ouro do Rádio. Acontece que tinha lá ela suas extravagâncias, seus rompantes e sua intuição artística, que levou-a simplesmente a ser a primeira mulher a cantar um rock no país. O tema em questão é “Ronda das horas”, versão para “Round Around the clock”, hoje um clássico do gênero. Estamos falando de Nora Ney (1922-2003), senhores.
A cantora, cujo verdadeiro nome era Iracema de Souza Ferreira, terá seu legado avaliado em livro quatro anos após seu centenário, completado em março de 2022. Coordenado pelo professor e pesquisador Raphael Fernanda Lopes Farias, “”Nora Ney – Uma voz poética e política, 100 anos” reunirá artigos assinados por estudiosos da música com idades entre os 30 e os 50 anos.
Entre os nomes escolhidos estão os das jornalistas Kamille Viola, da Veja Rio, e Chris Fuscaldo, ela também editora da obra, com previsão de chegar às livrarias em abril pela Garota FM Books.
Os autores vão jogar luz sobre fatos da vida da personagem como sua militância política. Nora chegou a atuar no Partido Comunista Brasileiro (PCB), que contava também com a adesão do seu então marido, o também cantor Jorge Goulart (1926-2012). O fato levou o casal a se autoexilar quando os militares tomaram o poder em 1964.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reprodução/internet (imagem)





