O que leva alguém a escrever? A sentar-se diante do computador e tamborilar sobre o teclado horas e horas? No Brasil isso se dá, muitas vezes, a partir do fato de a ideia para o livro ser original. Daí que é gratificante quando encontramos alguém vocacionado a esse ofício. Este é o caso de Clarisse Escorel.
E ela nos dá mais uma prova disso em seu mais novo livro. “O amor na sala escura” (Bazar do Tempo) marca a estreia da escritora na seara do romance e, na noite da última terça (07), teve sua aguardada noite de autógrafos em São Paulo.
E a Livraria da Travessa de Pinheiros ficou pequena para o tanto de gente que foi prestigiar a autora. E o vaivém foi grande, com amigos dos tempos em que a ex-advogada cursava mestrado naquela capital e os que a viram crescer, em razão da amizade com seus avós maternos – a professora Gilda de Mello e Souza (1919-2005) e o crítico literário Antonio Candido (1918-2017), grandes pensadores sobre o país e o comportamento humano.
Entre as presenças, a jornalista e consultora de moda Glória Kalil, o crítico literário Roberto Schwarz e a escritora e dramaturga Marta Góes, ela mesma, a autora de “Um porto para Elizabeth Bishop”, solo deslumbrante interpretado por Regina Braga. Aliás, Clarisse é uma autora cujo trabalho Regina (ávida leitora de nossas grandes escritoras) precisa conhecer.
Crédito das imagens: Eny Miranda









