Um artista irrequieto e multifacetado. Assim pode ser definido Luciano Figueiredo. Como diretor de arte, sua assinatura está em capas de LPs como “Legal”, de Gal Costa (1945-2022), e “Próxima parada”, de Marina Lima, além, é claro, da “Navelouca”, revista-objeto (e hoje fetiche de colecionadores) criada por Torquato Neto (1944-1972) e Waly Salomão (1943-2003).
O artista visual — ícone da contracultura brasileira — celebra seis décadas de carreira com uma exposição inédita no Rio de Janeiro. A abertura de “Por toda parte escreverei o teu nome” reuniu, na noite da última terça-feira (05), amigos e admiradores do artista na Anita Schwartz, na Gávea, Zona Sul da cidade. Raul Mourão, Ana Holck, Beth Jobim e a curadora de arte Vanda Klabin, estavam entre os presentes.
Com curadoria do colecionador de arte Luiz Chrysostomo, a exposição apresenta obras produzidas recentemente por Luciano, que voltou a produzir obras a partir de elementos gráficos de jornais, que afirma:
— Sempre tive uma relação muito forte com o jornal. A notícia nunca foi o mais importante para mim. O que me atraía era a gama de cinzas, as tonalidades, o gesto de folhear a página. Tudo isso virou uma plasticidade para mim. Daí veio uma entrada na geometria, nos círculos, nos retângulos e quadrados. Eu continuo insistindo que meu trabalho é de pintor.
Crédito das imagens: Selmy Yassuda














