O estilo elegante e despojado de Theo Bial deu lugar ao passeio completo. E a beca tinha sua razão – nobre, aliás. O artista aliou seu timbre ao de cantoras que são duas das mais perfeitas traduções da bossa nova: Alaíde Costa e Wanda Sá.
A formação desse power trio foi um dos pontos altos de um concerto que celebrou o segmento musical surgido no país em 1958 e que não tardaria para arrebatar ouvidos (e corações) mundo afora.
O show, realizado na noite da última quinta-feira (09), marcou o lançamento do projeto “Bossa Nova Hoje e sempre”. E levou ao palco do Teatro Riachuelo, Centro do Rio de Janeiro, além dos artistas supracitados, aquele que é um dos baluartes do movimento, Roberto Menescal, e a Orquestra Villa-Lobos, sob a regência de Adriano Machado.
E Theo deixou de lado o violão – instrumento que domina com precisão – para dar vazão ao lado crooner. E sua bela figura evocava, inclusive, a de Mário Reis (1907-1981), nome da época de Ouro do Rádio cujo canto minimalista destoava dos que o precederam, abrindo, assim, alas para o que estava por vir.
Com direção artística de Afonso Carvalho, a noite foi conduzida por Dora Vergueiro com a elegância que é uma de suas marcas. A cantora e compositora fez questão de saudar a presença na plateia do imortal Ruy Castro, biógrafo que dedicou ao gênero muitos dos seus livros.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Vera Donato (imagens)










