‘Aprendo o tempo todo’

junho 28, 2025

Sérgio Guizé fala do aprendizado com Davi Malizia, seu filho em "Êta, mundo melhor", nova novela de Walcyr Carrasco

O ato de contracenar precisa estar pautado pela verdade. E Sérgio Guizé sabe bem disso. E este é um dos pilares para seu entrosamento com o pequeno Davi Malizia em “Êta, mundo melhor”. O ator de apenas 10 anos é o intérprete de Samir\Júnior, o filho desaparecido de Candinho, personagem de Guizé no folhetim, escrito por Walcyr Carrasco e que estreia nesta segunda (300, na TV Globo.

Na trama, Guizé reaviva o personagem interpretado em “Êta, mundo bom”, do mesmo Walcyr, exibida originalmente pela TV Globo em 2016. Neste spin-off, o filho de Candinho é raptado por Ernesto, o vilão que volta a ser personificado por Eriberto Leão. E Guizé falou com NEW MAG sobre as afinidades estabelecidas com o colega mirim em cena.

– Eu sempre falo da verdade artística, da verdade do momento, de aproveitar o que a gente está sentindo e levar pra cena. Geralmente ele me pergunta coisas sobre a minha relação com a profissão, porque ele já deve ter me visto em alguns lugares, e eu mostro pra ele como pode ser um caminho bonito também – revela Guizé, salientando também que o ator presta um serviço à sociedade:  –  É uma profissão bonita, se a gente puder aproveitar pra fazer o bem para os outros.  Se for esse o caminho, ela pode ser de grande valia.

E a estrada que está sendo pavimentada é a da troca. Enquanto Guizé fala de coisas que já viu na TV e no cinema, Davi responde com dicas de filmes em 3D, pelos quais é aficionado, como entrega o ator:

– É uma troca entre artistas, porque eu acredito que a arte é brincar, é um jogo cênico. Então, às vezes, quando tem química, seja com o burro ou com as crianças, é que tem uma relação de respeito, de aprendizado mutuo,

A diferença geracional não atrapalha o convívio, pelo contrário. A experiência acumulada desde sua estreia na TV, em 2001, não faz Guizé deitar nos louros do que construiu até aqui. Aos 45 anos, ele ainda se vê como um aprendiz.

– Eu sinto que eu estou aprendendo o tempo todo com eles. Pegar a chama acesa todo dia. Às cinco e meia da manhã a molecada já está a mil – arremata.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Fábio Rocha\TV Globo (imagem)

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