
Foi entre ossadas de bichos, insetos e animais dissecados que Francisco Valansi Guimarães começou a apurar o olhar para a arte. E a influência veio de casa. Ou melhor, da fazenda da família. Ao lado do pai, o arquiteto Miguel Pinto Guimarães, ele aprendeu, ainda criança, a prestar atenção em formas, cores e texturas nada convencionais. É que a morte, por ali, também servia de matéria para observar a vida.
O olhar do menino, cultivado desde cedo, ganhou pesquisa própria. E como parte da Semana de Arte do Rio, o público poderá acompanhar esse percurso de perto. Aos 22 anos, Chiko, como ele se apresenta agora, inaugura seu primeiro ateliê. E já estreia o espaço com uma exposição coletiva: “Habitar Arco: Diálogos transdisciplinares”, que abre no sábado (12), na Praça XV, Centro do Rio.
O artista começou no desenho, estudou anatomia e passou pela arte urbana antes de chegar à pintura. Em suas obras, corpos distorcidos servem de ponto de partida para tratar de questões profundas da vida contemporânea. Para o jovem pintor, criar tem mais a ver com revelar do que inventar.
E o artista não estará sozinho nessa estreia. A coletiva reúne também o fotógrafo Eon Bill e o designer Luis Bellas, que compartilham a casa e o cotidiano de criação com ele. A proposta é que fotografia, pintura e design ocupem o mesmo endereço, onde, inevitavelmente, acabam se atravessando. A mostra tem curadoria de Peralta, expografia de Lorena Peña e direção gráfica de Ívanno José.
Créditos: Érica Magni (texto) e Reprodução/Internet (fotos)






