No dia 17 de setembro de 2022, Gal Costa (1945-2022) apresentou no Coala Festival, em São Paulo, o show “As várias pontas de uma estrela”. A noite coroou uma apresentação que já havia passado por Portugal e por algumas capitais brasileiras. Gal talvez suspeitasse, mas o público que lotava o Memorial da América Latina não. Aquele seria o derradeiro show da grande cantora – uma das mais importantes da nossa música.
Pois o show estará ao alcance dos ouvidos dos fãs da artista. O registro da apresentação origina “As várias pontas de uma estrela (ao vivo no Coala)”, álbum póstumo que sai pela Biscoito Fino e chega às plataformas no dia 17 de outubro. Há planos de a gravação sair ainda em CD e em vinil, ainda sem datas específicas para tanto.
O show foi motivado pela vontade de Gal render um tributo a Milton Nascimento, autor do tema que deu título à apresentação, e interpretar também compositores mineiros. A cantora foi além e fez um balanço da própria trajetória, incluindo canções de “Nenhuma dor”, então seu álbum mais recente e com o qual celebrou seus 75 anos.
A artista quis também revisitar temas do próprio repertório. Um deles é “A história de Lily Braun”, gravada originalmente por ela para “O Grande Circo Místico”, álbum no qual Chico Buarque e Edu Lobo reuniram, em 1983, grandes nomes da MPB para interpretar os temas criados para a trilha do balé homônimo, apresentado pelo Guaíra.
“A história de Lily Braun” é a escolhida como single para o registro ao vivo do show. A faixa chega às plataformas nesta quarta-feira (17). Diretor do espetáculo e produtor dos trabalhos recentes de Gal, Marcus Preto avalia que a artista atingiu os objetivos que buscava com o show:
– Aquele show do Coala abraça tanto a obra dos mineiros quanto a história da Gal. Várias pontas, uma estrela.
Estrela de primeira grandeza, que fique claro.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Rocca (imagem)





