Paixão nacional, o samba ganha protagonismo nas telonas com a mostra SAMBACINE, que chega à sua segunda edição ocupando o Teatro Carlos Gomes, no Rio. Personagens icônicos como Leci Brandão, Beth Carvalho e Mestre Jorjão, entre vários outros, além das próprias escolas de samba e as histórias de suas criações, são as estrelas de curtas e longas-metragens exibidos no festival. E, assim como nas melhores rodas de samba, a entrada é franca.
– O SAMBACINE nasceu no ano de 2025, com a dificuldade que eu senti, como realizador, em levar meu filme recém-finalizado, ‘Eu sou o samba, mas pode me chamar de Zé Ketti’, ao seu público principal, o carioca. Eu, então, arregacei as mangas, selecionei uma série de filmes relacionados ao tema e criei a mostra, explica o criador do festival, o diretor de cinema Luiz Guimarães de Castro.
A mostra também atravessa o oceano e desembarca em Barcelona, na Espanha, de 5 a 8 de novembro, no Centro Cultural Mecal Factory.
– Ano passado, com o apoio de amigos produtores culturais, levamos a mostra para Barcelona. Esse ano contamos com o patrocínio da Embratur, que nos permitiu repetir o feito, completa Luiz, que dirige o longa exibido na noite desta quarta-feira (21), ‘+40 anos do Clube do Samba’.
O filme conta a história da criação do Clube do Samba pela nata dos sambistas, como João Nogueira, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Paulo Cesar Pinheiro, entre outros grandes nomes, em plena ditadura militar, em 1979. A obra acompanha a gravação do disco em estúdio e um grande show realizado no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Rio, além de várias entrevistas com personalidades que tiveram participação ativa nos ensaios e desfiles do Clube do Samba. A exibição é às 19h e é precedida pelo curta-metragem ‘Uma Arqueologia do samba’, também assinado por Luiz G. Castro.
Créditos: Bianca Portugal (texto) e Divulgação (imagem)





