Veio para ficar

setembro 4, 2026

Flora Camolese reúne talentos da sétima arte em cineclube e mostra que quem sai aos seus não degenera

O fruto não cai longe do pé. Assim reza o ditado. E Flora Camolese faz jus ao dito. A jovem demonstra ter herdado o talento dos pais, Cello Camolese e Zazá Piereck – donos dos dois restaurantes mais bem frequentados da cidade. E Flora floresce com ideias próprias. E uma delas é o CineManouche, através do qual, uma vez por mês, transforma em cineclube o Manouche, no subsolo da Casa Camolese, comandada por seu pai.

O evento, gratuito, tem atraído uma garotada antenada disposta a apreciar obras nada óbvias da sétima arte. As exibições são seguidas de bate-papos com aqueles que a realizaram. E, na noite da última quinta-feira (03), o encontro foi em torno de “Malu”, o tocante filme de Pedro Freire, que participou da conversa juntamente com o diretor de fotografia do longa, Mauro Pinheiro Jr.

E a tal garotada esperta supracitada abarrotou a casa. E alguns digníssimos representantes deste segmento são os irmãos Nikolas e Paulina Metsavaht, cujo sobrenome dispensa apresentações, e Felipe Fernandes, que, ainda que tenha enverado pela música, honra na sua dignidade os jornalistas Rodolfo (1962-2011) e Hélio Fernandes (1920-2021), seu pai e avô.

O Manouche é há muito o point daqueles que apreciam sem moderação boas performances musicais. E, com Flora na parada, tem tudo para ser também a casa do cinema brasileiro.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)

Flora Camolese entre Mauro Pinheiro Jr e Pedro Freire
Felipe Fernandes e Rafaella Buzzi
Zazá e Cello: orgulhosos da cria
Os manos Nikolas e Paulina Metsavaht
Alessandra Debs, curadora da casa, com sua mãe, a jornalista Mary Debs

 

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