Uma cidade é um organismo vivo. E, como tal, pulsa com suas urgências, demandas e mazelas. Um município como o Rio de Janeiro é uma bomba-relógio. E os órgãos públicos e fiscalizadores precisam atentar ao seu pulsar. Lideranças empresariais e autoridades consulares e da Justiça reuniram-se, na tarde da última quarta-feira (02), no Rio de Janeiro.
Tal encontro foi promovido pela LIDE Rio e teve como ponto catalizador o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira. O mandatário estava ali para discorrer sobre os desafios do MP relacionados à Segurança Pública e seus eventuais reflexos nas ordens Econômica e Financeira.
— É preciso identificar o crime hoje como atividade empresarial, que concorre com o setor formal. O tráfico é uma atividade secundária. A política institucional do Ministério Público é investir firmemente na investigação patrimonial, na recuperação de ativos, asfixiar financeiramente as organizações criminosas. A asfixia financeira tem como alvo também maus empresários, golpistas — declarou Campos Moreira, que elogiou os desempenhos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especializada de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf).
O evento, no Hotel Fairmont, contou também com a fala do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano.
Entre as presenças, representantes do próprio MP, como o procurador de Justiça Marcio Mothé, os empresários Alexandre Accioly e Marinho Filippo, além de o arquiteto Miguel Pinto Guimarães, entre outros.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Renato Wrobel (imagens)







