Palavras que transformam-se em ruído, sussurro e até mesmo grito. Em se tratando de Arnaldo Antunes tudo (ao mesmo tempo) é possível. É nesse território entre a poesia e a experimentação sonora que o artista apresenta-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O cantor leva sua performance poética à Casa Sesc nesta quinta-feira (23), em uma programação que segue até domingo (26).
Na performance, Arnaldo explora diferentes ritmos e formas de emissão vocal das palavras. Elas aparecem faladas, cantadas, entoadas, berradas e sussurradas, além de incorporarem ruídos e efeitos que ampliam as possibilidades de sentido. O poeta também utiliza processamentos de sua voz ao vivo e improvisa sobre algumas bases de vozes pré-gravadas. É a relação entre música e poema do jeito que só ele — poeta de primeira — sabe fazer.
A Casa Sesc também recebe outras atrações ao longo da quinta-feira. A programação inclui talk show literário com Tati Bernardi, que terá Bruna Lombardi como convidada, e a conferência “70 anos de Grande Sertão: Veredas”, com Itamar Vieira Junior. O fotógrafo Bob Wolfenson também conversa com o arquiteto e professor Guilherme Wisnik sobre a ressignificação de imagens de seu acervo comprometidas por uma enchente e reunidas no livro “Sub/Emerso = Sub(E)merged”.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Leo Aversa (imagem)





