Fernanda Takai tinha 12 anos quando, em 1983, Ritchie alçou voo com “Voo de coração”, seu primeiro álbum solo. Ao conhecer o LP, aquela menina certamente recebeu ali os eflúvios que levaram-na a gostar de música pop – a ponto de querer fazer dela sua profissão. Tanto que, exatos dez anos depois do lançamento de “Voo de coração”, o Patu Fu, grupo do qual Takai é vocalista, fazia sua estreia no mercado fonográfico com “Rotomusic de liquidificapum” (1993).
Ainda que sejam de diferentes gerações, as afinidades entre Ritchie e os meninos (hoje cinquentões) da banda falaram mais alto – e elas não são poucas. E poderão ser aferidas este ano. O cantor e o conjunto, que voltou a se reencontrar após um breve hiato, vão apresentar seus respectivos shows numa mesma noite no Rio de Janeiro.
Eles participam do POPBRASIL 2026, projeto itinerante que, entre setembro deste ano e março de 2027 vai percorrer diferentes capitais brasileiras. O encontro no Rio de Janeiro será no dia 26 de setembro, no Qualistage, Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da cidade. O evento, no entanto, não será a primeira vez em que Ritchie e o grupo cantam juntos, como conta o artista ao NEW MAG:
— Tivemos vários encontros musicais ao longo dos anos. Fui o feliz convidado para dividir os vocais com a Fernanda na gravação da deliciosa “Pra qualquer bicho” no aconchegante estúdio onde o John (Ulhoa, marido dela e integrante da banda) dirige, pilota e produz tudo. E cantei Elvis com a Let’s Presley, banda do Ricardo Koctus (baixista do Pato). Enfim, temos liga!
E têm mesmo. E isso é corroborado por Takai que festeja o reencontro duplamente, como colega e, antes de tudo, como fã do veterano.
— Um verdadeiro sonho fazer nosso show na mesma noite em que Ritchie também se apresentará. Somos admiradores confessos dele e já gravamos música do seu repertório e ainda uma inédita juntos – celebra a diva pop, destacando ao site o que o público pode esperar da noite: — Temos muita afinidade e acredito que a plateia vá perceber essa conexão. Estamos muito felizes por esse acontecimento.
Se Takai foi picada pela mosca azul do pop ao ouvir, lá nos anos 1980, álbuns de artistas como Ritchie, a qualidade técnica do Pato Fu foi algo que, de cara, chamou a atenção do ídolo. E a boa impressão foi corroborada ao longo do tempo, como atesta o astro:
— Pato Fu tem uma linguagem muito própria e original dentro do pop brasileiro. Vai ser um enorme prazer dividir o mesmo palco com eles. Quero mais é que esse reencontro seja apenas o primeiro de muitos.
Será não; já é. Afinal, patos são aves aptas a voar longas distâncias. E o coração de Ritchie também.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reprodução/internet (imagem na montagem acima)





