A literatura brasileira está de luto. Morreu na madrugada deste sábado (27), no Rio de Janeiro., o poeta e ensaísta Alexei Bueno, um dos principais nomes da poesia contemporânea no país. Alexei tinha 63 anos, completados na última sexta-feira (26), e estava hospitalizado desde terça (23), em razão do avanço de um câncer. O corpo do escritor será velado neste domingo (28), às 10h, no Cemitério dos Ingleses, no Santo Cristo, bairro da Zona Portuária do Rio de Janeiro, onde será sepultado às 14h.
Nascido no dia 26 de abril de 1963, Alexei escreveu mais de 40 obras, entre poesia e prosa, além de organizar antologias e as obras reunidas de importantes nomes como Vinicius de Moraes (1913-1980) e o poeta português Mário de Sá Carneiro (1890-1916). Recebeu importantes prêmios como o Jabuti, APCA, Fernando Pessoa e o Alphonsus Guimaraens, da Biblioteca Nacional.
Sua obra mais recente é “A chave quebrada” (Anadiômene), lançada em maio deste ano. A noite de autógrafos, no Rio de Janeiro, reuniu figuras ilustres como os escritores Antonio Carlos Secchin e Godofredo de Oliveira Neto, ambos da Academia Brasileira de Letras (ABL), numa demonstração do quão admirado era o poeta entre seus pares.
Sua estreia na literatura dá-se em 1984, com a coletânea de poemas “As escadas da Torre”. A esta obra, seguram-se “Poemas gregos”, lançado naquele mesmo ano, e “Livro de haikais”, de 1989.
Tendo dedicado à poesia 23 livros, sua obra poética foi reunida em diferentes momentos, sendo a edição mais completa a que foi lançada em 2023, sob o título de “Poesia completa e traduzida”. A esta edição seguiu-se “Camões, além do desconcerto” (2024), que trazia um longo poema de inspiração camoniana e um ensaio sobre o poeta português, de cuja obra Alexei era admirador.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), divulgação (alto) e Cristina Granato (imagem matéria)






