O poeta tem de olhar para seu entorno, matéria-prima da sua escrita. E também para si – e para seu íntimo. É assim com Paulo Tomaz. Após ter a pandemia como fonte de inspiração dos textos reunidos em “No auge do juízo” (2022), o escritor e compositor mira agora em outras transformações: as causadas pela desilusão e por um novo encontro amorosos.
Os desdobramentos dessas mudanças provocaram novos escritos, reunidos em “Pela fresta da porta, as luzes da festa” (Ibis Libris). A escrita do novo livro e do anterior aconteceram concomitantemente, como explica o autor.
— O novo livro já estava sendo escrito quando começou a pandemia. Eu só não sabia ainda que os poemas provocados por ela virariam um livro, como aconteceu. Eu havia passado, em 2017, por uma decepção amorosa, que inspirou a parte mais triste deste novo livro. Depois fui saindo do luto e, pouco antes da pandemia, me apaixonei de novo. Foi quando passei a escrever versos mais felizes – relata Paulinho, como é chamado pelos amigos, que autografa o novo livro nesta terça (02 de junho), no Mi Casa 328, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Se naqueles dois primeiros anos da pandemia, o horizonte era de completas incertezas, o mesmo não pode ser dito sobre aquele novo amor. Ele resistiu e foi o alicerce para os novos escritos, reunidos agora, como ele conta:
— A pandemia foi muito desafiadora: minha mãe quase morreu, os trabalhos sumiram, interrompi a gravação de um álbum… tudo isso me fez escrever os poemas do “No auge do juízo”. Mas aquele novo amor resistiu, cresceu e se tornou importante para que eu mantivesse meu equilíbrio durante os dias difíceis. Passado o pior, pude me dedicar a essa relação, criando memórias e poemas.
E que venham outros mais!





