A pintura de Pàulla Scàvazzini ganha dimensão física, quase coreográfica, na exposição “Língua de fogo”, primeira individual da artista no Rio de Janeiro. Com curadoria de Shannon Botelho, a mostra reúne cerca de 25 obras entre pinturas, trabalhos sobre vidro e intervenções pensadas especialmente para o espaço expositivo.
Aberta na última quarta-feira (27), no Centro Cultural Correios, a exposição recebeu nomes do circuito artístico como Luiz Eduardo Rayol, jovem talento das artes visuais, e as curadoras de arte Isabel Portella e Lígia Teixeira.
Radicada em São Paulo, Pàulla mantém uma relação afetiva antiga com o Rio de Janeiro, cidade ligada à sua família paterna e presente em sua trajetória desde a infância. A estreia solo na capital fluminense ganhou, assim, um caráter simbólico em sua carreira.
Em “Língua de fogo”, a artista evoca paisagens tropicais e transforma a pintura em experiência sensorial com instalações de grande escala. Entre os destaques está “Montanha que escorre”, obra com cerca de dez metros de comprimento que desce da parede ao chão e dissolve os limites entre pintura, arquitetura e espaço. Em outra intervenção, o público é convidado a caminhar sobre a própria obra.








