O legado de Sergio Camargo (1930-1990), um dos grandes nomes da arte brasileira do século XX, virou livro. Assinado por Aspásia Camargo, viúva do artista, “É pau, é pedra…” reúne ensaios, entrevistas, imagens de ateliê e reflexões sobre a trajetória do escultor, conhecido pelo rigor geométrico de suas obras e pela maneira singular como trabalhava luz, sombra e matéria.
O lançamento aconteceu na última terça-feira (19), na Livraria da Travessa de Ipanema, na Zona Sul do Rio. Entre os presentes, a artista visual Iole de Freitas, o curador e galerista Max Perlingeiro, e o bibliófilo e editor Pedro Corrêa do Lago. Maria Camargo, filha de Sergio e Aspásia, também prestigiou o evento.
Publicado pela Barleu Edições em uma produção do Metrópoles, o livro dialoga diretamente com a exposição homônima que foi realizada este ano no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, com curadoria de Marcello Dantas, que assina a obra juntamente de Aspásia. A edição é ilustrada ainda com fotos de Diego Bresani, Joana França e Lincoln Iff.
A publicação organiza o percurso de Sergio em núcleos como “Relva”, “Corpo”, “Urbe”, “Xadrez” e “Jardim Suspenso”. O livro também revisita sua formação em Paris, marcada pelas influências de Gaston Bachelard (1884-1992) e Pierre Francastel (1900-1970), além da fase em que passou a utilizar predominantemente o mármore de Carrara.
Crédito das imagens: Cristina Lacerda









