‘A mosquinha me pegou’

maio 16, 2026

Marcos Veras volta aos musicais e fala do fascínio pelo gênero e celebra parceria com Eliane Giardini no palco

Marcos Veras é comumente associado ao humor. Mas ele já imortalizou personagens tocantes como o Roberto de “O filho eterno”, longa de Paulo Machline inspirado no livro homônimo de Cristóvão Tezza. Em 2023, aos 43 anos, Veras viu com “Alguma coisa podre” que poderia seguir também por outra vereda nos palcos: a dos musicais. Uma prova de que o ator tomou gosto pelo segmento é dada agora em “Espelho mágico”, o terceiro musical em que atua.

O ator festeja o fato de o projeto, em cartaz desde este fim de semana no Teatro Riachuelo, Centro do Rio de Janeiro, ser o primeiro musical genuinamente brasileiro em que atua. E, sim, ele reconhece que tomou gosto pelo gênero.

— É meu terceiro musical como protagonista, mas o primeiro que é brasileiro. O “Alguma coisa podre” era uma versão da Broadway, assim como “Titanique”, que chega em outubro ao Rio para uma temporada carioca. Mas, dessa vez, o texto é original, inédito e brasileiro – comemora Veras reconhecendo ainda: — Então, sim, acho que a mosquinha azul dos musicais me pegou.

Se  “Alguma coisa podre” foi na época uma prova de fogo para ele, o ator atesta que, em razão da experiência seguinte, com “Titanique”, volta agora ao segmento mais safo e mais à vontade, como ele mesmo conta:

— No terceiro a gente já fica mais esperto e experiente com este universo, que tem muitas diferenças do teatro tradicional. O tipo de preparação corporal e vocal é diferente, por ser muito exaustivo e exigir uma preparação física para dar conta de mais de duas horas de espetáculo. Ali, você tem que cantar, interpretar, dançar e contar uma história. Mas eu tô adorando esse desafio!

Na trama, Veras vive um autor às voltas com a tarefa de colocar no papel as seis décadas da emissora. E conta para tanto com uma bênção daquela que ficou conhecida como a Nossa Senhora das Oito: Janete Clair (1925-1983). A grande novelista, precursora de um estilo brasileiro de fazer novelas, é interpreta por Eliane Giardini, ao lado de quem Veras atua pela primeira vez.

— É um deleite, uma honra contracenar com Eliane, de quem já era muito fã, como colega, como espectador e agora também como amigo e parceiro de cena. Ela é uma atriz muito generosa, muito experiente e muito bem-humorada. Então, nossa troca em cena e fora dela é a melhor possível. Nossa química é muito boa – pontua o fã e agora colega de elenco.

O entrosamento entre eles é tamanho que os amigos de ambos ficam incrédulos quando ouvem que é a primeira vez em que trabalham juntos, como o ator entrega:

— Ela é uma atriz que tem um timing cômico maravilhoso, e eu aprendo muito estando com ela em cena. As pessoas até perguntaram se a gente já tinha trabalhado juntos, e digo que não, que é a primeira vez. Então, são coisas que o teatro nos proporciona e que a gente leva para a vida.

Para a vida e para o futuro. E como imortalizado naquela vinhetinha de fim de ano do canal de TV, o futuro já começou.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Priscila Prade (imagens)

Eliane Giardini e Veras atuam juntos pela primeira vez. “Ela tem um timing cômico maravilhoso”, elogia ele

 

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