Para Maria Bethânia, ele era Moogão. A grande cantora teve nele o mais fiel técnico de gravação e mixagem em alguns dos seus mais importantes álbuns. “As canções que você fez para mim”, no qual Bethânia interpreta parte do cancioneiro de Roberto e Erasmo Carlos (1941-2022), é apenas um, dentre os quais, a cantora contou com os excelentes préstimos de Antonio “Moogie” Canázio, como é comumente creditado na ficha técnica dos álbuns da artista.
Foi como “Moogão” que Bethânia se referiu ao profissional em postagem na qual se despediu do amigo, que morreu nesta terça-feira (21), aos 70 anos. Moogie, como era carinhosamente chamado pelos artistas, ajudou, através do seu trabalho, a tornar clássicos alguns dos mais importantes álbuns da nossa música, de artistas que iam de João Gilberto (1931-2019) a Simone, passando por Sérgio Mendes (1941-2024) a Rita Lee (1947-2023).
Segundo filho de Rita com Roberto de Carvalho, o Dj João Lee creditou a Moogie a responsabilidade por ele entender o funcionamento de um estúdio de gravação, visto por ele na infância como uma nave espacial.
“O Moogie foi a primeira pessoa que sentou e me explicou como conectava tudo e como aquelas máquinas funcionavam”, escreveu o Dj numa rede social, reiterando ainda: “Ele foi um gigante. Um dos maiores engenheiros de som e produtores que já vi de perto”.
O domínio técnico aliado ao aprimoramento profissional são duas características apontadas por Marcelo Castello Branco, CEO na União Brasileira de Compositores (UBC).
“Moogie foi o melhor engenheiro de som que conheci em toda a minha vida profissional. Carimbou e salvou muitos discos históricos”, escreveu ele também em uma rede social.






