
Ruy Castro contou como fazia para acompanhar os jogos do Flamengo, seu time do coração, quando morava fora do Brasil. O relato veio à tona em um bate-papo no último fim de semana, na Livraria Belle Époque, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, com mediação de Marcelo Dunlop.
O encontro girou em torno do livro “Era uma vez Flamengo”, organizado por André Salviano. A publicação é uma coletânea de 22 contos de ficção que exploram a paixão, a identidade e a memória do torcedor rubro-negro.
O evento reuniu torcedores e leitores em clima descontraído. Foi ali que Ruy relembrou a logística quase artesanal para não perder as partidas enquanto vivia no exterior ao lado da escritora Heloisa Seixas. O escritor e jornalista, que fez a quarta capa do livro, viveu por três anos em Lisboa, Portugal, e foi o único jornalista brasileiro a cobrir in loco a Revolução dos Cravos, em 1974.
— Eu ligava para mãe da Heloisa e pedia para ela sintonizar o rádio no José Carlos Araújo (radialista) e eu acompanhava o jogo todo via Embratel. Depois a conta ficava uma fortuna — contou Ruy, arrancando gargalhadas da plateia.
O evento ainda reuniu nomes com ligação direta com a cultura brasileira e o futebol, como Ivan de Souza, filho do cartunista Henfil (1944–1988), e Sasha Rodrigues, neto do dramaturgo tricolor Nelson Rodrigues (1912–1980).
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