Clarice Niskier estará de volta a São Paulo com um dos maiores espetáculos de sua carreira. A atriz estreia no próximo sábado (18) a nova temporada de “A esperança na caixa de chicletes Ping Pong”, no Teatro Vivo.
Indicado ao Prêmio APCA de Melhor Texto, o solo marca também a parceria de mais de duas décadas entre Clarice e o diretor Amir Haddad. Em cena, a atriz mergulha na obra de Zeca Baleiro — também diretor musical da montagem — para construir uma narrativa que mistura memória, música e identidade brasileira.
— Eu amo a cultura popular brasileira, plural, multifacetada, multirracial, que não impõe uma verdade absoluta. Tenho uma relação visceral com o palco e com a música popular brasileira: ela nunca nos deixou na mão. É sobre esse amor à terra da cultura. Um cordel pop sobre a nossa infinita criação — conta Clarice.
A montagem nasce de um processo longo. Foram quatro anos de pesquisa e escrita, em que Clarice revisitou e reescreveu o texto a partir das canções de Zeca — com quem manteve encontros frequentes ao longo da criação.
— Por meio do trabalho dele, me sinto em casa novamente no meu país. Zeca Baleiro tem um olhar afinadíssimo para a cultura popular e para os acontecimentos do mundo, sabe mesclar como ninguém humor, afetividade e crítica em suas letras, com ritmos e melodias de todos os estilos possíveis, melodias que se desdobram em belas canções que já fazem parte do acervo da MPB.
Em cena, 45 músicas costuram reflexões sobre o Brasil, o amor, o sucesso e a própria existência, em um fluxo que mistura poesia e oralidade.
— Você vai mergulhando no trabalho dele e vê como são ricas suas letras e melodias, sem preconceitos, abertas a várias influências. Somos um país com inúmeras visões de mundo, crenças, religiões, raças, isso é encantador, é isso que devemos celebrar — completa.
Crédito da imagem:





