
“Paris é uma festa”. Assim apregoou Ernest Hemgway (1899-1961) ao escolher a frase para o título daquele que acabou sendo seu livro póstumo. E a escolha do escritor norte-americano não caducou – e está longe de. Ela vale tanto para a capital francesa, cujas belezas atraem anualmente hordas de turistas, como para um espetáculo que vem fazendo bonito em outra capital, a do estado de São Paulo.
“Paris”, o aclamado espetáculo da Studio3 Cia de Dança, é também uma festa – e ela vai para além dos olhos. A encenação é um sucesso em todas as casas pelas quais passou naquela cidade. E tem tudo para repetir o feito na Estação Motiva Cultural, onde, nesta sexta (10) e sábado (11), ocupa a Sala São Paulo daquele centro cultural.
A encenação, que marca o reencontro artístico entre o diretor Jorge Takla e o coreógrafo Ancelmo Zolla, diretor artístico do coletivo de dança, transporta o público à Paris da década de 1930, quando a cidade tornou-se o epicentro do que havia de mais representativo da cultura da época. Tudo isso ao abrigar nomes da literatura, da dança, da música e das artes visuais de então.
Os bailarinos da companhia têm a missão (e cumprem-na muito bem) de personificar figuras míticas como Ígor Stravinsky (1882-1971), Cole Porter (1891-1964), Coco Chanel (1883-1971) e Pablo Picasso (1881-1973), entre outros. E o “milagre” da transposição completa-se pelas imagens de Ronaldo Zero projetadas sobre o belo cenário de Renata Pati. O arremate fica a cargo da trilha sonora, a cargo do Dj e diretor musical do espetáculo Felipe Venâncio.
Paris é de fato uma festa. E é mesmo mágica. A contatação vale tanto para a capital francesa quanto para o espetáculo da Studio3 Cia de Dança. E vale para tudo a que essa aguerrida companhia propõe-se a realizar.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Leandro Menezes (imagens)







