Se rolasse uma pelota, assim meio que do nada, não seria surpresa se começasse uma pelada em pleno foyer do cinema. Afinal, estavam ali alguns ídolos do futebol – do Flamengo, sobretudo – de hoje, de ontem e de sempre. Eles lá estavam por uma razão: reverenciar aquele que fez jus ao termo futebol-arte, artífice e artesão que é, dono do campo, aonde quer que vá.
Estamos falando de Arthur Antunes Coimbra, popularmente (e mundialmente) conhecido como Zico. E também como Galinho de Quintino, numa referência ao bairro na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde nasceu e deu suas primeiras corridas atrás da bola. O Galinho, como também pode ser chamado, tem sua trajetória reverenciada num filme.
“Zico, o Samurai de Quintino”, faz, a exemplo do homenageado, jus ao termo cine-poema. A produção chega às salas somente no dia 30 de abril, mas, na noite da última segunda-feira (30), familiares, amigos e fãs (alguns deles amigos-fãs) tiveram o privilégio de assistir à produção, dirigida por João Weiner, ele também articulista de mão e bocas cheias e que honra o sobrenome que carrega.
E algum incauto que chegasse à sala de cinema, em um shopping sofisticado da Barra da Tijuca, poderia achar se tratar da cerimônia de entrega do Laureus, o Oscar dos esportes, tamanha a quantidade de craques reunidos. Por aquela grande área passaram de Claudio Adão a Athirson, com Pedro e Jorginho nas zagas. Todos afáveis com os fãs (aos mirins, sobretudo) e reverentes ao ídolo.
Num país cuja população teima em ver Neymar como alguém ainda apto a integrar a Seleção de Ancelotti, Zico é a prova de que o futebol-arte já foi – e ainda é – possível no Brasil. Vini Jr que o diga.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Roberto Filho (imagens)











