As fotobiografias estão na ordem do dia. Depois de Paulo César Pinheiro, como noticiado aqui, é a vez de Rosiska Darcy de Oliveira ter sua trajetória de coragem e lutas (muitas) celebrada em livro. A escritora, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), lançou “Rosiska, uma fotobiografia” (Edições Pinakotheke), obra que revisita décadas de atuação intelectual e política.
O lançamento aconteceu na noite da última terça-feira (24), com bate-papo no Estação Net Gávea, Rio de Janeiro. Participaram da conversa as jornalistas Consuelo Dieguez e Cristina Aragão, organizadora do livro juntamente da historiadora Maria Celeste Garcia e da ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.
A edição combina imagens de acervo, cartas, memórias e trechos de livros para construir um retrato que ultrapassa o percurso individual. Rosiska revisita uma vida guiada por ideias, encontros e lutas — muitas delas registradas pelas lentes de Miguel Darcy de Oliveira, seu companheiro há mais de cinco décadas.
Ao longo das páginas, aparecem também encontros com nomes centrais da vida intelectual brasileira, como Paulo Freire (1921-1997), com quem trabalhou no exílio; Darcy Ribeiro (1922-1997) e Ruth Cardoso (1930-2008). Questões como feminismo, democracia e direitos das mulheres atravessam a obra — temas que seguem atuais e presentes no debate público.
— O meu último livro se chama “Liberdade” e essa palavra sempre teve pra mim um sentido muito encarnado, porque a minha vida inteira tive que lutar pela liberdade e dei a essa causa um sentido existencial, mesmo pagando todos os preços que paguei na época pelas minhas escolhas — afirma Rosiska, que autografou exemplares de amigos como David Zylbersztajn, Patrícia Veiga e Marco Rodrigues.
Crédito das imagens: Cristina Lacerda









