Craque das lentes, Bruno Boni vai novamente mostrar a que veio. O fotógrafo participa do QuiQui Feelings, cuja quarta edição acontece neste sábado (21), no Hotel Nacional, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento vai reunir música, artes visuais e gastronomia em um dos cenários mais emblemáticos da cidade.
Entre os destaques, Bruno apresenta uma obra em fine art, ainda inédita. A imagem, registrada em Nova York, nos EUA, captura a lua cheia perfeitamente alinhada ao topo do famoso Empire State — um clique que já chamou atenção nas redes antes mesmo de ganhar versão impressa.
— O vídeo do making of viralizou, deu mais de 1 milhão de visualizações, e muita gente pediu para comprar. Eu ainda não tinha inaugurado ela como fine art, como um quadro pronto para colocar em casa. Vou estreá-la no evento agora. Mas tem um detalhe importante: é uma edição limitada de somente cinco exemplares, claro, para respeitar os colecionadores — explica o artista, destacando a visita in loco à obra: — Uma coisa é você ver aqui na tela, pequenininha. Outra é ver aquela arte de um metro e meio, com todos os detalhes, com toda a qualidade que ela merece.
Participm também da mostra nomes como Mayra de Paula, Ulysses Padilha, e Teresa Vasconcelos. Além da exposição, o QuiQui Feelings mantém a proposta de integrar diferentes linguagens. A programação musical inclui Samba do Queiroz, DJ Leo Paes Leme e show da banda Últimos, com participação de Isabella de Salignac.
Sobre o uso cada vez mais frequente de IA em obras de arte e na fotografia, Bruno demonstra que seu processo continua sendo mais artesanal do que exatamente tecnológico. E ele aproveita para relembrar um episódio divertido testemunhado na edição do ano passado:
— Um casal parou, começou a olhar as minhas obras, muito interessado. A moça parecia que estava pronta pra perguntar o preço, que queria comprar. Até que o cara falou: “amor, vamos embora, isso é inteligência artificial”. Eu estava lá do lado e pensei: “deixa pra lá, não vou falar nada”. Porque é interessante ver como as pessoas reagem às suas obras. E eu entendo ele, eram fotos muito específicas, uma com o sol alinhado ao Cristo Redentor e outra com um cometa na mão do Cristo.
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