O último projeto concebido por Silvio Tendler antes de sua morte, em 2025, começou a ganhar forma na última semana. Entrou em fase de filmagens o documentário “MinC: Cultura e Democracia – O fio invisível da memória”, longa idealizado pelo cineasta que atravessou décadas refletindo sobre política, memória e identidade nacional.
O filme parte de um argumento desenvolvido por Tendler ao longo de encontros e diálogos sobre cultura e democracia. A proposta é registrar e analisar a trajetória do Ministério da Cultura desde sua criação, em março de 1985, no contexto da redemocratização brasileira, até sua retomada recente.
— Silvio Tendler foi um dos grandes narradores da nossa história recente. Sua obra sempre colocou a cultura, a memória e a democracia no centro do debate público. Este documentário carrega esse legado e reafirma que a cultura é parte essencial da democracia brasileira. Registrar essa trajetória é também preservar a memória das políticas públicas que garantem diversidade, participação social e acesso à cultura para toda a população — afirma Margareth Menezes, ministra da Cultura.
Já produtora Ana Rosa Tendler, filha do cineasta, destaca que ele acompanhou de perto as etapas iniciais do projeto, mesmo enfrentando um período de saúde delicada:
— Esse projeto carrega diretamente o legado do meu pai. O argumento foi desenvolvido por ele ao longo de muitos encontros e reflexões. Ele acompanhou cada etapa com enorme dedicação e estava profundamente comprometido com o filme. Este documentário é também uma obra que ele deixa como herança para a cultura brasileira.
A produção é da Caliban Cinema e Conteúdo — produtora fundada pelo próprio Silvio Tendler —, com realização do Ministério da Cultura por meio da Fundação Casa de Rui Barbosa.





