Um é brasileiro (no nome, inclusive). O outro, italiano. Os dois têm em comum o fato de serem pilares fundamentais nas músicas de seus respectivos países – e na do Planeta. Estamos falando de Antonio Brasileiro de Almeida Jobim, nosso Tom Jobim (19271994), e Domenico Modugno (1928-1994).
Parte do cancioneiro desses dois autores é recriada pelo brasileiro Celso Fonseca e pelo italiano Tony Canto no álbum “Jobim-Modugno” (Biscoito Fino), que chega às plataformas neste fim de semana. A ideia de juntar esses dois talentos – ambos conhecedores das obras dos homenageados – partiu de um italiano apaixonado por nossa música. E acertou se pensou em Max De Tomassi, produtor que, nos tempos de radialista, ajudou – e muito –a difundir nossa música no seu país de origem.
– Foi com grande alegria que recebi o convite para fazer esse projeto com Tony Canto – celebra Fonseca, destacando as qualidades do parceiro no projeto: – Tony é, por sua vez, um grande intérprete, além de um compositor excelente. Ele é mais do que qualificado para participar de um projeto como esse.
O repertório mescla temas imortais dos cancioneiros dos homenageados. Da parte de Jobim, estão “Fotografia”, “Meditação”, “Triste” e “Wave”, entre outras obras-primas. Já do autor de “Volare)”, foram escolhidos temas como “Dio, come ti amo”, “Meraviglioso” e “Amara terra mia”, além, é claro, da supracitada “Nel blu di pinto di blu”.
– Só o fato de ter feito “Nel blu di pinto de blu” já teria credenciado Madugno a estar num lugar de grande importância no cancioneiro internacional, mas ele fez muitas outras maravilhas, e isso o coloca ao lado do Tom. Sem falar nas efemérides que os aproximam – observa Celsinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos.
E as tais efemérides não são poucas. Nascidos com apenas um ano de diferença (Tom em 1927, e o italiano em 28), os dois vieram a falecer no mesmo ano,1994, com apenas quatro meses de diferença.
Coincidências à parte, o mote do trabalho é o de celebrar e reverenciar o legado desses dois gênios, como arremata Fonseca:
– Jobim é um dos meus compositores favoritos de todos os tempos, e Modugno é um grande compositor.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Isabela Espíndola (imagem)





