‘A maternidade é avassaladora’

janeiro 18, 2026

Giovanna Ewbank comemora os dez anos de adoção de Titi e recorda pedido de demissão da Globo

A atriz e apresentadora Giovanna Ewbank emocionou seguidores ao revisitar um dos capítulos mais importantes de sua vida. Na noite do último sábado (17), ela compartilhou em uma rede social uma série de fotos da filha mais velha, a Titi, hoje com 12 anos, ainda durante o processo de adoção. Os registros integram a trend que resgata imagens de 2016, ano que, segundo a artista, marcou uma virada definitiva em sua trajetória.

“2016 não foi apenas um ano, foi um portal, o mais importante da minha vida”, escreveu Giovanna ao apresentar o álbum. Casada com o ator Bruno Gagliasso, ela também é mãe de mãe de Bless, de 11 anos, e do caçula Zyan, de 5. Nas imagens, a primogênita aparece ainda pequena, em meio a um processo que foi vivido longe dos holofotes.

“A maternidade e o processo de adoção da minha filha já vinham acontecendo em silêncio, era um caminho dolorido que tivemos de trilhar sem poder dividir com ninguém”, relembrou.

A adoção de Titi só foi concluída em julho de 2016, quando o casal viajou ao Malawi, na África, para buscar a menina, então com pouco mais de dois anos. Ao revisitar aquele período, Giovanna refletiu sobre as escolhas feitas na época:

“Percebi tudo o que vivi naquele ano, e senti algo muito forte: orgulho de mim mesma. Eu era uma menina forte, destemida, e não sabia disso (às vezes ainda acho que não). Tão jovem, apenas 28 anos, já fazendo escolhas tão importantes que mudariam totalmente o rumo da minha vida, pra sempre”.

Na época, a artista vivia um dos melhores momentos da carreira como apresentadora do “Video Show”. Ainda assim, precisou lidar com o conflito entre vida profissional e maternidade.

“2016 eu vivia um dos melhores momentos profissionais da minha vida até então. Era apresentadora do Vídeo Show, um programa de enorme sucesso na época. Porém, 2016 também foi o ano em que eu me tornei mãe. Pelo menos no papel”, explicou. “Porque a maternidade e o processo de adoção da minha filha já vinham acontecendo em sigilo absoluto, havia mais de um ano. E vocês sabem que carreira e maternidade para uma mulher nem sempre andam juntas, não é mesmo?”

Ao ser chamada pela Corte do Malawi para dar andamento ao processo, a decisão foi imediata. “Mesmo eu estando contratada e no ar, não pensei duas vezes, larguei tudo e fui. Estava pronta pra trazer a minha filha pra casa, pra nossa casa!”, contou.

Já no país africano, ela e Bruno receberam a notícia da adoção provisória, mas sem prazo para a definitiva. Diante das opções, Giovanna não hesitou. “Ou eu estabelecia residência no Malawi e ficava com a nossa filha no país. Ou voltava para o Brasil sem ela, e esperava a adoção definitiva para ir buscá-la. E é claro… me demiti”, escreveu.

Foram três meses vivendo no Malawi, período que a apresentadora descreve como transformador. “Foram os meses mais felizes e importantes da minha vida. Foi ali que eu me descobri mãe e Títi se descobriu filha. Foi ali que eu me entendi mulher. Potente. Segura. Nada me pararia.”

Ao encerrar o relato, Giovanna destacou que aquele ano foi determinante para a mulher que se tornou. “A maternidade é realmente avassaladora. Foi um ano de transformação. E foram exatamente esses sins e nãos de 2016 que me trouxeram até aqui, mesmo sem eu ter ideia, naquela época, de que aquele ano era tão decisivo”, concluiu.

Crédito da imagem: reprodução / Instagram

Posts recentes

Antagonismo complementar

Artistas abrem no Rio de Janeiro individuais em que vão além dos limites impostos pela tela