Arte como gesto de enfrentamento e invenção marca a nova exposição em cartaz no Rio de Janeiro. A galeria Danielian inaugurou no último fim de semana, na Gávea, Zona Sul da cidade, a mostra “Guerrilhas artísticas” reunindo nomes das artes.
Com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, a exposição revisita produções das décadas de 1960, 1970 e início dos anos 1980, período atravessado pela repressão política e por profundas transformações sociais no Brasil. A proposta foge de classificações por movimentos e aposta na leitura da criação artística como campo de embate, onde corpo, ação e linguagem surgem como respostas diretas a um tempo de vigilância e medo.
Em diálogo com o Brasil urbano do fim dos anos 1950 e o impacto do regime militar instaurado em 1964, “Guerrilhas artísticas” apresenta trabalhos que transitam entre a crítica explícita ao poder e experiências que tensionam os limites da arte tradicional, muitas vezes apostando na desmaterialização e na força do gesto. Obras de nomes como Anna Bella Geiger, Glauco Rodrigues (1929-2004) e Helio Oiticica (1937-1980) podem ser vistas pelo público na exposição.
A abertura contou com as presenças de Alessandra Monteiro de Carvalho, Shannon Botelho, Bob Cardim e Patricia Barros.
Crédito das imagens: Cristina Granato













