Como atriz consciente, mas principalmente como cidadã, Christiane Torloni nunca se furta a opinar quando a política lhe causa revolta. E desta vez não foi diferente. Ela fez um vídeo em suas redes sociais, conclamando o povo a participar da mobilização batizada de ‘Ato Musical 2: O retorno’, encabeçada por Caetano Veloso, mas com a participação de vários outros artistas de peso, que acontecerá neste domingo (14), em Copacabana, Rio, e explicou o seu posicionamento com as últimas decisões tomadas pelo Congresso Nacional.
– E a bandalha continua! Na calada da noite está lá o nosso Congresso votando PL da Devastação, votando Marco Temporal, essas transferências de Pix indecentes, fazendo isso com o nosso dinheiro que de público não tem nada, porque é um dinheiro privado que vai para o Estado, para que o Estado possa colocar nos lugares certos… Então assim, nós estamos vivenciando uma luta da democracia contra a democracia, é isso?
Para deixar explícito o que tem sentido nos últimos dias, Christiane completou:
– A gente fica pensando no Hino do Brasil, realmente a nossa pátria mãe amada está sendo vilipendiada na calada da noite. Estuprada dentro do Congresso. É isso o que a gente está vendo. É um estupro. O Brasil está sendo estuprado pelo Congresso Nacional. A gente vai precisar ter contas e contas para poder encomendar as tornozeleiras eletrônicas porque agora os nossos deputados estão todos usando um adereço pago por nós, tirando licença porque estão com tornozeleira… Quer dizer, é uma balbúrdia. Então contra a balbúrdia só o nosso posicionamento. Vamos para as ruas. Domingo é o dia de novo, nós vamos para as ruas para dizer ‘não’ para a anistia, ‘não’ para o PL da Devastação, ‘não’ para o feminicídio, ‘não’ para esta avacalhação.
Antes de encerrar o vídeo, a atriz fez um último apelo:
– E vamos anotar os nomes dos deputados, os seus partidos, para que, através do voto, desta ferramenta que a democracia tem, porque nós lutamos muito para poder recuperar. Tem gente que acha que a democracia foi recuperada magicamente. Não! Uma geração inteira trabalhou para isso, há décadas. Então estão cuspindo na nossa cara, de novo! E nós vamos cuspir na cara deles ano que vem nas eleições. Mas domingo é o dia que a gente vai para a rua dizer não, não, não, não! Nós não aceitamos isso. Eles são funcionários públicos, eles são pagos por nós e eles estão nos traindo, mais uma vez. Mais uma vez! Então eles serão demitidos ano que vem. Por justa causa!
Crédito da imagem: Danilo Borges





