Um conjunto com 18 obras do artista Nazareno agitou a Galeria Silvia Cintra, no Rio na última quinta-feira (27). A abertura de “Motim – Um mundo em medidas” reuniu nomes como o príncipe Dom João de Orleans e Bragança, o cineasta Marcelo Ludwig e o produtor Claudio Gomes, entre outros. Esta foi a estreia do artista no espaço, que apresentou obras de dimensões e materialidades distintas, incluindo resina, cristal de rocha e quartzos, que aprofundam sua investigação poética sobre o objeto lúdico e suas implicações simbólicas.
A exposição parte da apropriação estrutural do dado, elemento universalmente associado ao jogo, à sorte e ao aleatório. No entanto, na pesquisa apresentada em ‘Motim’, Nazareno opera um deslocamento semântico e funcional destes objetos. O “motim” sugerido pelo título manifesta-se não no movimento físico do objeto, mas na rebeldia de sua superfície.
– Sempre tive vontade que os dadinhos tivessem autonomia, que pudessem de fato escapar de sua programação inicial, que se rebelassem… e fossem, se possível, de encontro a um novo destino – contou Nazareno.
Nascido em São Paulo em 1967, o artista possui obras em importantes coleções públicas e institucionais, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) e Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), além de ter participado de exposições em instituições de prestígio no Brasil e no exterior, incluindo o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Créditos das imagens: Cristina Lacerda









