Um encontro para pensar futuro, linguagem e reparação a partir de vozes que historicamente movem o eixo da narrativa. Foi nesse espírito que a 2ª edição do Comunicação Antirracista reuniu, na última quinta-feira (20), na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro, algumas das figuras mais potentes do debate público brasileiro.
O evento — dedicado ao tema “Vozes femininas negras e indígenas em diálogo pela transformação” — contou com debates que abordaram presença, cidadania e o papel da palavra como instrumento de cuidado e reparação. A jornalista Maju Coutinho, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral Vera Lúcia Santana Araújo e o curador da Bienal de São Paulo 2025, Bonaventure Soh Bejeng, marcaram presença no evento.
Entre os destaques, as atrizes Vilma Melo e Thalma de Freitas discutiram a tela como terreno político, onde corpo, roteiro e música operam como tecnologias de resistência e criação de futuros possíveis. Em outra mesa, a autora homenageada da edição, Conceição Evaristo, revisitou os fundamentos da escrevivência — literatura em primeira pessoa, fincada em memória, oralidade e território.
O evento segue nesta sexta-feira (21) com as participações da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), da jurista Samara Pataxó e da cantora Majur fazendo o show de encerramento.
Crédito das imagens: Cristina Lacerda











