‘Tinha certeza que ia morrer’

novembro 20, 2025

Jane Fonda fala sobre juventude difícil, medo de arrependimentos e a surpresa de chegar aos 88 anos

Jane Fonda falou de sua própria história com a franqueza que a acompanha há décadas. Em entrevista, a atriz contou que passou boa parte da juventude acreditando que morreria cedo — e de um jeito trágico.

— Eu não achava que viveria além dos 30. Tinha certeza de que ia morrer. Minha juventude não foi particularmente feliz. Não sou uma pessoa com predisposição ao vício, mas achava que iria morrer de drogas e solidão. Então, o fato de estar quase completando 88 é algo que me deixa atônita — declarou.

Hoje, ela diz viver sua fase mais equilibrada e completa.

— Eu não voltaria no tempo por nada. Me sinto mais centrada, mais inteira, mais completa. Estou muito feliz sendo solteira. E acho que a velhice é fantástica quando vivida com intenção. Intencionalidade é o segredo.

Jane admitiu apenas um receio: repetir o destino do pai, Henry Fonda (1905-1982).

— Nunca tive medo da morte, mas tenho medo de morrer com muitos arrependimentos. Vi meu pai morrer com muitos arrependimentos. Se você não quer morrer com arrependimentos, precisa viver a última parte da vida de um jeito que não deixe espaço para eles — disse a atriz.

Cercar-se de afeto e praticar o perdão, inclusive o próprio, virou parte do seu norte, segundo a artista:

— Quero estar rodeada de pessoas que me amam… O perdão entra em cena, inclusive o perdão a mim mesma. Tenho vivido para não carregar arrependimentos.

Figura central no ativismo ambiental, ela ainda comentou a responsabilidade de ocupar esse espaço mantendo presença pública.

— Sou uma pessoa controversa, já fui muito impopular. Agora estou popular. Provavelmente não vai durar, mas acho importante que alguém como eu, uma ativista, mostre que também pode estar com boa aparência e continuar sendo contratável. Isso encoraja os mais jovens a não terem tanto medo — concluiu.

Crédito da imagem: reprodução / internet

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