Cantos de ancestralidade

novembro 11, 2025

Ópera de Gilberto Gil e Aldo Brizzi tem sua primeira apresentação no Brasil sendo aclamada na COP30

O canto pela floresta ecoou em Belém. A ópera “I-Juca Pirama”, com libreto de Paulo Coelho e composição de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, estreou na última segunda-feira (10) no Theatro da Paz, no mesmo dia da abertura da COP30 na capital paraense.

Inspirado no poema de Gonçalves Dias (1823-1864), o espetáculo une ancestralidade indígena, espiritualidade e crítica ambiental na montagem que ficará em cartaz até quarta-feira (12), encerrando com chave de ouro o XXIV Festival de Ópera da cidade.

A primeira-dama Janja Silva, as ministras de Estado Margareth Menezes (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente) e Anielle Franco (Igualdade Racial), e a cantora Gaby Amarantos acompanharam a estreia no camarote do teatro. A emoção tomou conta ao final da apresetação, com os agradecimentos de Gil, Aldo, e o elenco ao público paraense.

Como antecipado aqui, a montagem conta com figurinos rituais assinados por Bu’ú Kennedy — que exaltam saberes indígenas e a preservação ambiental. O espetáculo reúne artistas do Núcleo de Ópera da Bahia, do grupo indígena Huni Kuin (do Acre), do Coro Carlos Gomes e da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz.

— As tradições indígenas são levadas ao palco em diálogo com outras linguagens artísticas: o canto lírico, a música sinfônica, o teatro e as projeções audiovisuais. Os artistas indígenas estão presentes como criadores e intérpretes, trazendo seus rituais, cantos e gestos para um espaço simbólico compartilhado, onde o palco se torna território de encontro e respeito entre diferentes formas de expressão — arremata Brizzi, regente da apresentação.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e divulgação (imagens)

Margareth Menezes, Gaby Amarantos, Janja Silva, Marina Silva e Anielle Franco aplaudiram de pé o espetáculo
Aldo Brizzi e Gaby Amarantos
Tradições indígenas foram retratadas no palco

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