Ronaldo Bastos, um dos fundadores do Clube da Esquina, falou sobre a morte do amigo Lô Borges. O cantor e compositor morreu na noite do último domingo (02), em Belo Horizonte, aos 72 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Em uma homenagem nas redes sociais nesta segunda-feira (03), Ronaldo relembrou a parceria e o afeto que marcaram décadas de amizade.
“Estou muito triste com a partida do meu parceiro e amigo Lô Borges. Quero deixar meu abraço pro querido Márcio Borges (irmão de Lô) e toda a família. Abraços também pros meus parceiros do Clube da Esquina”, escreveu o compositor e produtor musical. “Diz pros amigos que eu ainda sei dançar / Deixa o mundo virar para sempre / Quando você ouvir / Essa canção que eu fiz / Não esqueça de sonhar / Até manhã, até manhã, até manhã…”, completou o artista, citando versos da música “Cartão postal”, de autoria dele e de Lô.
Outro parceiro musical de longa data, Samuel Rosa também lamentou a perda. “Devastado. Lô Borges nos deixou. Lô foi, afora os mais de 30 anos com meus amigos do Skank, o maior parceiro que tive na música. Com ele gravei um disco ao vivo, dividi turnês e composições. Começamos a fazer shows juntos em 1999, e a gente brincava que nossa turnê não tinha hora pra acabar”, declarou o cantor.
Samuel ainda destacou o legado de Lô na música brasileira: “ele foi um dos maiores compositores brasileiros. Não por acaso, assina com Milton Nascimento o disco ‘Clube da Esquina’, considerado por muitos o melhor já produzido em terras brasileiras. Meu amigo, você vai fazer muita falta. Seu legado é definitivo. O Brasil teve o privilégio de compartilhar sua nobre história.”
Fernanda Takai também prestou sua homenagem ao artista, com quem gravou músicas como “Tobogã” e “Amor real”, ambas para álbum do cantor lançado em 2024. “Muito obrigada por ter me chamado pra perto de você tantas vezes… guardarei com carinho suas palavras e suas canções”, disse a cantora e compositora.
Zeca Baleiro, com quem Lô lançou o álbum “Céu de giz” este ano, também falou sobre a morte do artista. “Sempre fui grande fã do Lô Borges, desde a adolescência, quando ouvi o famoso “disco do tênis”. Fiquei encantado com a estranheza e o lirismo de suas canções (sim, eram estranhas e líricas, por paradoxal que pareça). Segui acompanhando com entusiasmo seus discos (e passos) até os dias de hoje”, comentou.
Crédito da imagem: divulgação





