‘Enfrentei o desconforto’

outubro 26, 2025

Demi Moore revela que superou problemas com o próprio corpo em "Striptease", um dos maiores clássicos do cinema

Demi Moore revisita o passado com a mesma coragem que marcou seus papéis mais intensos. Durante sua participação no último sábado (25) no New Yorker Festival, a atriz refletiu sobre o impacto de personagens que a colocaram diante de suas próprias vulnerabilidades — especialmente o de uma dançarina exótica em “Striptease” (1996), filme que se tornou um ícone dos anos 1990 e símbolo de sua ousadia na tela.

— Eu realmente sinto que os papéis escolhem você tanto quanto você os escolhe. Há um fio condutor, mesmo que inconsciente. Acho que os meus tendem a desafiar o status quo — disse a estrela de “Ghost” e “Proposta indecente”.

Demi contou que o processo físico e emocional de algumas produções foi uma forma de lidar com o desconforto que sentia em relação ao próprio corpo.

— Existe uma certa fisicalidade, e acho que muito disso foi um esforço para superar meus próprios problemas com meu corpo e meu desconforto com ele — afirmou.

Ela destacou os longas com os quais teve experiências que exigiram entrega total:

— Particularmente os que foram tão físicos, como “G.I. Jane” e “Striptease”, em que eu sabia que meu corpo era uma parte essencial da personagem. Isso me forçou a encarar a mim mesma e a enfrentar esse desconforto, sabendo que isso seria compartilhado em certo nível.

Mais de 25 anos depois, Demi enxerga ecos dessa jornada em “A substância”, trabalho recente que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical.

— Acho que “A substância” fez isso de uma maneira diferente, em um momento diferente — concluiu.

Crédito da imagem: reprodução / Internet

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