A VM Produções, editora que administra os direitos autorais de Vinicius de Moraes (1913-1980) mudou de nome. Ela é agora “Kabuletê” em alusão ao samba “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, parceria do poeta com Toquinho que caiu nas graças do público em 1971. O novo nome foi lançado com festa no Rio de Janeiro, e, na ocasião, foram celebrados também os 112 anos do saudoso compositor.
O local escolhido para a celebração foi o Manouche, o simpático clube da Casa Camolese, ali na divisa entre Jardim Botânico e Gávea, bairros onde o Poetinha nasceu e morreu, respectivamente. E a cereja do bolo foi o show no qual Mart’nália recria parte do cancioneiro do poeta, calcado no álbum-tributo lançado por ela em 2019.
E os herdeiros do poeta fizeram as honras da casa, a começar por duas de suas filhas: Georgiana e Maria Gurjão. Os netos eram muitos com especial destaque para a cantora Mariana de Moraes – filha do fotógrafo Pedro de Moraes (1943-2022) com a atriz e ex-modelo Vera Barreto Leite – e Tuca, o filhote da cineasta Suzana de Moraes (1940-2015).
E os familiares de três grandes parceiros do compositor também passaram por lá: Ana Lontra Jobim, viúva de Tom Jobim (1927-1994); Magda Botafogo, viúva de Carlos Lyra (1933-2023), e Marcel Powell, ás do violão como seu pai, Baden Pawell (1937-2000), e, no caso deste, ao lado de quem Vinicius compôs seus célebres afro-sambas.
Alice Sant’Anna, editora de Poesia na Companhia das Letras, veio especialmente de São Paulo. A novelista Manoela Dias também prestigiou o agito. E, como todos ali são educadíssimos, ninguém deu um pio sobre o último capítulo de “Vale Tudo”. Melhor assim.
Afinal, como eternizado por Vinicius, “é melhor ser alegre que ser triste”. E a palavra de ordem ali era a de celebrar a vida. Até porque ela tem sempre razão.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)















