Foi um encerramento com chave de ouro – e do mais elevado quilate. E à altura de suas respectivas majestades. Com a participação surpresa de Roberto Carlos em dois dos números da turnê “Tempo Rei”, Gilberto Gil encerrou, na noite do último sábado (18), a série de celebrações pelos seus 80 anos.
A participação de Roberto foi guardada a sete chaves pela produção de Gil, a exemplo do que ocorreu com cada uma das precedentes, a começar pela da cantora Marisa Monte, convidada para o show que abriu a série no Rio de Janeiro em março deste ano.
A própria equipe do Allianz Parque, onde ocorreu a apresentação, não sabia que Roberto seria a atração surpresa. E ficou boquiaberta ao ver o cantor chegar à arena pontualmente às 14h para a passagem de som, que começou meia hora depois e sem se alongar para evitar vazamentos, uma vez que uma parte do público teria direito a assistir à passagem de som num esquema comum em produções daquele porte.
Roberto ocupou o camarim com que viaja o país nas suas turnês. A estrutura foi montada atrás do palco e é composta por quatro ambientes: uma antessala, o camarim propriamente dito com uma pequena cozinha e banheiro.
E lá o artista ficou até sua entrada em cena, ali por volta da 21ª música do roteirol. Ali, Roberto meditou e repassou as letras de “A Paz”, de Gil e João Donato (1934-2023), e de “Além do horizonte”, sua parceria com Erasmo Carlos (1941-2022).
Ao regressar ao camarim, o Rei chorou de emoção. Horas antes, revelara a um integrante da sua equipe que estava nervoso por não saber como seria recebido pelo público de Gil. E a recepção foi calorosa e plena do afeto que Roberto merece – e não poderia ser diferente em se tratando dos fãs de Gilberto Passos Gil Moreira.
Foi um choro carregado de gratidão e humanidade, sentimentos que corroboram a majestade deste que reina, há décadas, no coração do público brasileiro.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reprodução/internet (imagem)





